A luz do Mundo - Uma esperança de salvação
Meet - Sermão de Bernardes/PIBPP/21.03.21
Assunto: A esperança de salvação
Texto: Romanos 8: 19-23
Autoria: Pr. Luiz Antonio Ribeiro
§1. Introdução
Graça e Paz irmãos. Assim diz o Senhor: “Pois a criação aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. 20 Porque a criação ficou sujeita à inutilidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, 21 na esperança de que também a própria criação seja libertada do cativeiro da degeneração, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Pois sabemos que toda a criação geme e agoniza até agora, como se sofresse dores de parto; 23 e não somente ela, mas também nós, que temos os primeiros frutos do Espírito, também gememos em nosso íntimo, aguardando ansiosamente nossa adoção, a redenção do nosso corpo.”
Prezados irmãos, vai falar do Espírito Santo, da vitória do crente em Cristo Jesus, mas antes ele fala da angústia pelo que passa a criação, ansiando, esperançosa, pela volta de Cristo.
Não é preciso consultar um tratado para saber disso, aliás, os tratados filosóficos é que não vão dizer a verdade sobre a destruição da criação.
Porém, Paulo fala de uma autoridade e conhecimento que só o crente tem. Ao iniciar o verso 22, diz: “Pois sabemos”. Assim, ele sugere que só os filhos de Deus conhecem o verdadeiro estado de degradação em que se encontra a criação. Por quê? Porque em Gênesis temos o início da criação, marcado pelo Éden, um lugar limpo, puro, onde o próprio Deus passeava no jardim na viração do dia. Como dia em Gênesis 1: 27-29, que diz: "E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que rastejam sobre a terra. 29 Disse-lhes mais: Eu vos dou todos os vegetais que dão semente, os quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; eles vos servirão de alimento."
Então, ao dizer “Pois sabemos”, Paulo está afirmando que só o crente conhece verdadeiramente sobre o início da criação. Só nós temos parâmetro para medir o quanto a criação foi perdendo o seu valor ao longo dos séculos.
Vejam irmãos, que tudo é de Deus, conforme o Salmos 24: 1, “Ao Senhor pertencem a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele habitam”. Igualmente, em Romanos 11: 36, diz: “Porque todas as coisas são dele, por ele e para ele. A ele seja a glória eternamente! Amém.” Então, tudo o que Deus deixou lá em Gênesis, foi como um usos e frutos para a humanidade, com o direito de usá-lo em tudo o que fosse necessário para sua subsistência.
Fazendo uso do Artigo 1.394 do Código Civil: "O usufrutuário tem direito à posse, uso, administração e percepção dos frutos". Se aprofundarmos na sequência da Lei, veremos que, ao deixar a posse, a devolução deve ser de forma ordeira. No mínimo, em estado igual ou melhor do que assumimos.
No entanto, após o pecado, não caiu apenas o homem, mas aos poucos a criação também foi se deteriorando, até chegar num estado de sofrimento. Lá em Gênesis 1: 28, Deus diz para o homem sujeitar e dominar. Isso no contexto da mordomia, que é o uso para o seu bem. Não destruir.
§2. A inutilidade da criação
Verso 19, “Porque a criação ficou sujeita à inutilidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou.”
Prezados irmãos. Quando criou tudo ele diz em Gênesis 1: 31, “ E Deus viu tudo quanto fizera, e era muito bom. E foram-se a tarde e a manhã, o sexto dia.” Quando Deus fez a criação, à criação irracional a que Paulo se refere. Era muito boa, no entanto, ela não está contente, porque a palavra de Deus manifesta aqui que ela ficou sujeita a inutilidade. Não por sua vontade, mas por conta da humanidade, que a sujeitou. Inútil é aquilo que não tem serventia, que não serve para nada. Ela foi boa para o homem, ela tem como finalidade glorificar a Deus, como fala os Salmos 19: 1, “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” No entanto, a terra, tão logo veio o pecado, veio também a maldição, Gênesis 3: 17, "E disse para o homem: Porque deste ouvidos à voz da tua mulher e comeste da árvore da qual te ordenei: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; com sofrimento comerás dela todos os dias da tua vida." Então, esse sofrimento da criação vem desde o momento da maldição devido ao pecado.
Verso 22, “Pois sabemos que toda a criação geme e agoniza até agora, como se sofresse dores de parto.”
§3. A ânsia pela liberdade da criação
Versos 19 e 21, “Pois a criação aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. 21 na esperança de que também a própria criação seja libertada do cativeiro da degeneração, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.”
Prezados irmãos. Como a criação se sente inútil, como quem está perdendo o potencial de subsistência para a humanidade, bem como seu status de glorificação à Deus. Ela busca, de todas formas, uma saída do sofrimento. A saída é: Um novo céu e uma nova terra. Por quê isso? Porque quando ela espera a revelação dos filhos de Deus. Ela está esperando o dia do juízo. Os filhos de Deus serão revelados no dia do juízo, quando Jesus vier em grande poder e glória consumar a história. Os filhos de Deus irão para a glória. A criação também espera ser libertada nesse momento. O momento em que Deus irá restabelecer o Jardim do Éden, onde tudo é limpo, puro e o próprio Deus pode transitar.
Por quê essa ansiedade da criação? Porque ela está num cativeiro da degeneração. Ou seja, uma condição que não tem mais volta. Está profetizando que o planeta não tem mais conserto. Degeneração é a perda das qualidades de uma espécie; é o decaimento ou declínio de alguma coisa, pessoa ou instituição.
§4. A ânsia pela liberdade humana
Verso 23, “e não somente ela, mas também nós, que temos os primeiros frutos do Espírito, também gememos em nosso íntimo, aguardando ansiosamente nossa adoção, a redenção do nosso corpo.”
Prezados irmãos. Não devemos esquecer da lei do retorno, conforme relata Gálatas 6: 7, “Não vos enganeis: Deus não se deixa zombar. Portanto, tudo o que o homem semear, isso também colherá.” Está muito nítido que a humanidade tem sofrido mais a cada dia.
“Gememos em nosso íntimo”. Tem muita gente que não se manifesta, mas gostariam de partir desse mundo porque estão sofrendo demais. A ânsia pela redenção do corpo, significa querer entrar logo no reino dos céus e ter um corpo glorificado.
Com isso, tanto a criação como os filhos de Deus, querem voltar logo para a casa celestial. Digo isso, porque Paulo fala: “e não somente ela, mas também nós, aguardamos ansiosamente a nossa adoção, a redenção do nosso corpo.
Certamente, a ânsia de partir para a glória está firmada na profecia de Apocalipse 21: 3 e 4, “E ouvi uma forte voz, que vinha do trono e dizia: O tabernáculo de Deus está entre os homens, pois habitará com eles. Eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. 4 Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem lamento, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram." Ficar livre do sofrimento é tudo que as pessoas querem. Ninguém vai antecipar isso, mas no íntimo, muitos pedem à Deus para partir.
A humanidade poderia voltar ao estado de pureza com a tecnologia, por ex.? Não. Você replanta uma árvore e corta dez. Só a conversão da humanidade faria Deus restabelecer a sua criação.
§5. Conclusão
Atos 14: 16 e 17, “Nos tempos passados ele permitiu que todas as nações andassem por seus próprios caminhos. 17 Contudo, não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, fartando-vos de mantimento e enchendo o vosso coração de alegria.” O texto nos aponta para a misericórdia de Deus, que mesmo não merecendo nos assistem em nossas necessidades.
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